Preocupação: produtiva ou improdutiva?

Para identificar uma preocupação produtiva, é necessário fazer o seguinte:

1- Identificar um problema que seja plausível ou razoável;
2- Decidir se é um problema sobre o qual você possa fazer algo a respeito no momento;
3- Passar rapidamente da preocupação com o problema à busca de soluções para ele.

 

Preocupação improdutiva é aquela que gera uma porção de “e se” que não conduz a qualquer ação prática concreta. Ela se baseia em três crenças:

1- “Se algo me preocupa, então é importante e devo insistir nisso”;
2- “Se algo me preocupa, então preciso identificar todas as soluções possíveis”;
3- “Não consigo aceitar a incerteza”.

Uma forma típica da preocupação improdutiva é a ruminação (ficar remoendo inúmeras vezes um pensamento que você não consegue aceitar ou insistir em uma questão sem resposta). Uma forma de testar se a preocupação é ruminação é perguntar: “Qual poderia ser a resposta para esta questão?”. Pergunte-se como pode transformar as questões e ruminações em problemas que realmente precisem ser resolvidos.

Outra forma de preocupação improdutiva é preocupar-se com um evento que conduz a outro, o que, por sua vez, acaba levando a uma catástrofe. Por exemplo: “e se meu chefe ficar bravo, pensar que precisa se livrar de mim e então eu perder o emprego e não conseguir arrumar outro?”. Essa reação em cadeia multiplica as preocupações várias vezes. Você pode se perguntar: “qual é a questão imediata que eu preciso enfrentar?” e “qual a probabilidade dessa reação em cadeia acontecer?”. Na maioria dos casos, ela é altamente implausível.

Outra maneira comum de preocupação improdutiva é pensar que precisa controlar tudo para estar seguro e confortável. Isso interfere na resolução de problemas, pois talvez você esteja tentando controlar coisas que não podem ser controladas. Resolução de problemas envolve lidar com coisas que você pode controlar e ser capaz de distingui-las das coisas que não pode. Por exemplo: posso controlar o que eu digo quando faço uma palestra, mas não posso controlar se as pessoas vão gostar. Você pode se preocupar com o que as pessoas pensam ao seu respeito, e assim imagina que o problema a ser resolvido é fazer todos gostarem de você. Mas isso é algo que você não pode controlar. Desistir de controlar o incontrolável libera-o para focar nos problemas imediatos a serem resolvidos.

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